Categorias
Strelato

Onde Assistir Bottoms?

Onde Assistir Bottoms? Saiba onde assistir ao filme de 2023 no Brasil

Onde Assistir Bottoms? Essa é uma pergunta cada vez mais comum entre quem procura uma das comédias adolescentes mais irreverentes e diferentes dos últimos anos. Lançado em 2023, Bottoms combina humor absurdo, romance, amizade, violência caricatural e uma forte identidade LGBTQIA+ para transformar a tradicional fórmula de filmes de ensino médio em uma experiência deliberadamente exagerada.

Dirigido por Emma Seligman e escrito por Seligman em parceria com Rachel Sennott, o filme acompanha PJ e Josie, duas adolescentes que decidem criar um clube de luta na escola. O objetivo oficial é ensinar autodefesa, mas a verdadeira intenção é muito menos nobre: aproximar as duas das líderes de torcida por quem são apaixonadas.

A ideia obviamente sai do controle.

Para quem pesquisou exatamente Onde Assistir Bottoms?, a resposta atualmente no Brasil passa principalmente pelos canais MGM, incluindo o MGM+ dentro de serviços parceiros. A disponibilidade pode mudar conforme contratos e catálogos, por isso é importante verificar a modalidade oferecida no momento da contratação.

Onde Assistir Bottoms no Brasil?

Atualmente, Onde Assistir Bottoms? pode ser respondido principalmente com a opção do MGM+, disponível por meio de canais de assinatura parceiros. O filme também possui página catalogada em serviços digitais brasileiros, mas a modalidade de acesso pode variar.

PlataformaDisponibilidade no BrasilModalidadePreço
MGM+DisponívelAssinaturaPreço pode variar
MGM+ pelo Prime VideoDisponívelCanal adicional por assinaturaPreço pode variar
Apple TVCatálogo disponível, conforme modalidadeCanal/serviço associadoPreço pode variar
NetflixNão disponível atualmente——
MUBIDisponibilidade pode variarAssinaturaPreço não confirmado

A situação mais consistente encontrada atualmente é a presença de Bottoms no catálogo do MGM+, inclusive por meio do Prime Video. O filme também conta com áudio e legendas em português do Brasil em sua oferta digital.

Portanto, para quem procura Onde Assistir Bottoms?, a alternativa mais direta é verificar o MGM+ e sua disponibilidade dentro dos canais oferecidos pelo Prime Video.

Onde Assistir Bottoms? O filme está na Netflix?

Não. Bottoms não está atualmente disponível na Netflix Brasil.

O filme já apareceu no catálogo da Netflix brasileira no passado, mas deixou o serviço em fevereiro de 2026. Por isso, pesquisas antigas podem apresentar informações diferentes das encontradas atualmente.

Essa mudança é importante porque filmes independentes e comédias de catálogo frequentemente circulam entre diferentes plataformas. Assim, encontrar uma página antiga indicando a Netflix não significa que o título ainda possa ser reproduzido pelo serviço.

Onde Assistir Bottoms? Está no Prime Video?

Sim, mas existe uma diferença importante.

Bottoms aparece no Prime Video associado ao MGM+. Isso significa que a simples assinatura convencional do Prime Video não necessariamente garante o acesso ao filme. O título pode exigir a contratação do canal adicional.

A vantagem é que a página brasileira apresenta suporte para áudio em português e legendas em português do Brasil.

Por isso, se a sua busca é Onde Assistir Bottoms?, o Prime Video é uma das opções mais relevantes para verificar, especialmente para quem já utiliza a plataforma.

Onde Assistir Bottoms? Está no Apple TV?

O filme possui disponibilidade catalogada na versão brasileira do Apple TV, com informações de elenco, duração, classificação e idiomas.

Entretanto, a forma de acesso pode depender da modalidade oferecida no catálogo e dos canais disponíveis para o usuário. Por isso, é importante verificar se a reprodução está incluída em uma assinatura ou vinculada a outro serviço.

Bottoms: qual é a história?

Bottoms acompanha PJ e Josie, duas melhores amigas que ocupam uma posição bastante distante do topo da hierarquia social de sua escola.

Elas são apaixonadas por líderes de torcida e querem chamar a atenção delas antes da formatura. O problema é que nenhuma das duas parece ter grandes chances de conquistar as garotas mais populares do colégio.

É então que PJ tem uma ideia completamente absurda.

As duas inventam que sabem organizar um clube de autodefesa e convencem outras estudantes a participar. O plano é apresentar a iniciativa como uma atividade voltada para a proteção feminina, mas a verdadeira motivação é criar oportunidades para ficar perto das garotas de quem gostam.

Só que o clube começa a funcionar.

E, quando as estudantes percebem que podem realmente aprender a se defender, a brincadeira deixa de ser apenas uma estratégia de conquista amorosa.

O que começa como uma mentira relativamente pequena cresce até se transformar em um fenômeno dentro da escola.

A grande sacada de Bottoms

O roteiro de Bottoms funciona porque não tenta ser uma comédia adolescente tradicional.

Em vez de apresentar adolescentes agindo como adultos em situações realistas, o filme abraça uma lógica quase cartunesca. As personagens vivem em um universo no qual acontecimentos absurdos podem acontecer em sequência sem que ninguém pare para questionar completamente a situação.

Essa escolha é fundamental.

O humor não depende apenas de diálogos engraçados. Ele nasce do contraste entre a seriedade com que os personagens tratam determinadas situações e o absurdo do que está acontecendo.

Uma briga pode parecer uma cena de ação.

Uma discussão adolescente pode assumir proporções de uma batalha.

Uma paixão pode transformar completamente a lógica das protagonistas.

E uma simples atividade escolar pode virar uma espécie de revolução.

Crítica de Bottoms

A maior qualidade de Bottoms é sua personalidade.

É muito difícil confundir o filme com uma comédia adolescente genérica. Desde os primeiros minutos, Emma Seligman estabelece uma linguagem própria, marcada por exagero, humor físico, sexualidade, ironia e personagens que não precisam ser particularmente simpáticos para serem interessantes.

PJ, interpretada por Rachel Sennott, é provavelmente o principal motor dessa energia.

Ela é ambiciosa, insegura, manipuladora em alguns momentos e extremamente determinada. Sua necessidade de ser desejada e reconhecida frequentemente a leva a tomar decisões questionáveis.

Josie, interpretada por Ayo Edebiri, funciona como um contraponto.

Enquanto PJ costuma agir com mais confiança, Josie é mais retraída e parece constantemente estar tentando acompanhar a amiga. A relação entre as duas é um dos elementos mais importantes do filme.

A comédia surge justamente porque as duas não são heroínas perfeitas.

Elas mentem.

Manipulam situações.

Tomam decisões egoístas.

Erram.

E precisam lidar com as consequências.

Essa imperfeição deixa as protagonistas muito mais divertidas.

Rachel Sennott como PJ

Rachel Sennott entrega uma atuação extremamente física e energética.

PJ é uma personagem que precisa convencer os outros de que possui autoridade, mesmo quando claramente não sabe o que está fazendo. Sennott aproveita isso para construir uma protagonista que alterna entre arrogância, desespero, insegurança e empolgação.

A atriz também consegue controlar muito bem o ritmo das cenas.

Uma expressão facial, uma pausa ou uma mudança de postura frequentemente acrescentam uma camada extra à piada.

O resultado é uma personagem que pode ser irritante em determinados momentos, mas raramente é desinteressante.

Ayo Edebiri como Josie

Ayo Edebiri oferece um contraste perfeito.

Josie é mais reservada e menos agressiva, mas também participa das decisões absurdas que colocam as duas em problemas.

A química entre Edebiri e Sennott é fundamental para o funcionamento do filme.

As duas conseguem transmitir a sensação de amizade verdadeira, inclusive quando a relação começa a ser afetada pelas ambições e inseguranças de PJ.

Edebiri também demonstra um excelente controle de comédia física e timing.

Seu desempenho ajuda a transformar Josie em muito mais do que simplesmente a melhor amiga da protagonista.

Ruby Cruz como Hazel

Ruby Cruz interpreta Hazel, uma das personagens que gradualmente percebe que o clube de luta pode representar algo maior do que uma simples atividade escolar.

Hazel é particularmente importante porque funciona como uma espécie de consciência moral dentro daquele universo caótico.

Enquanto PJ e Josie estão preocupadas principalmente com seus próprios objetivos, Hazel começa a levar a proposta do clube mais a sério.

Essa diferença cria uma tensão interessante entre aquilo que o grupo deveria representar e aquilo que suas fundadoras realmente pretendiam fazer.

Havana Rose Liu, Kaia Gerber e Nicholas Galitzine

Havana Rose Liu interpreta Isabel, uma das figuras mais populares da escola.

Kaia Gerber interpreta Brittany, enquanto Nicholas Galitzine vive Jeff.

O elenco secundário contribui bastante para o tom exagerado da produção.

Os personagens não foram construídos para representar uma visão extremamente realista de adolescentes. Eles fazem parte da sátira do filme, funcionando como versões propositalmente amplificadas dos arquétipos comuns das comédias escolares.

Direção de Emma Seligman

Emma Seligman demonstra grande segurança na direção.

Depois de trabalhar com uma escala mais concentrada em seu longa anterior, a cineasta amplia consideravelmente o universo visual e narrativo em Bottoms.

A direção entende que o filme precisa ser rápido, exagerado e visualmente expressivo.

As cenas de luta são especialmente importantes.

Elas não procuram necessariamente realismo. O objetivo é transformar a violência em elemento cômico e criar uma espécie de espetáculo absurdo.

Essa decisão também combina com a própria proposta do roteiro: tudo precisa parecer maior do que deveria.

O roteiro de Bottoms

O roteiro escrito por Emma Seligman e Rachel Sennott é baseado em uma ideia simples, mas extremamente eficiente.

Duas garotas querem chamar a atenção das líderes de torcida.

Para isso, inventam um clube de luta.

O roteiro então explora todas as consequências possíveis dessa mentira.

O interessante é que a história não fica parada na piada inicial.

A situação cresce progressivamente.

O clube ganha participantes.

As garotas começam a levar a atividade a sério.

A escola passa a enxergar o projeto de outra maneira.

PJ e Josie perdem gradualmente o controle da própria criação.

Essa escalada é o coração da estrutura narrativa.

O humor de Bottoms

O humor é provavelmente o elemento mais divisivo do filme.

Quem gosta de comédias absurdas provavelmente encontrará bastante coisa para aproveitar.

Quem prefere humor mais realista pode considerar algumas situações exageradas demais.

Bottoms utiliza violência caricatural, diálogos sexualizados, situações constrangedoras e personagens deliberadamente exagerados.

O filme não quer parecer naturalista.

Ele quer ser engraçado.

E, para isso, frequentemente ultrapassa os limites da plausibilidade.

Fotografia

A fotografia de Maria Rusche ajuda a estabelecer a atmosfera vibrante da produção.

O ambiente escolar recebe uma aparência colorida e estilizada, enquanto os momentos de violência são tratados com energia visual.

Existe um contraste interessante entre a aparência relativamente tradicional de uma escola norte-americana e os acontecimentos completamente fora de controle que ocorrem dentro dela.

A imagem ajuda a reforçar essa sensação de comédia adolescente levada ao extremo.

Montagem

A montagem de Hanna Park mantém o filme em movimento constante.

Com aproximadamente uma hora e meia de duração, Bottoms não precisa de longas explicações para chegar ao ponto.

As cenas são construídas para entregar rapidamente uma piada, uma reação ou uma nova complicação.

Isso contribui para o ritmo acelerado.

Por outro lado, espectadores que não se identificarem com o estilo de humor podem sentir que a produção apresenta estímulos demais em sequência.

É uma escolha consciente, mas também é uma característica que pode cansar quem prefere comédias mais convencionais.

Trilha sonora

A música também desempenha um papel importante na identidade do filme.

A trilha reúne composições de Leo Birenberg e músicas de artistas contemporâneos, ajudando a criar uma atmosfera jovem, irreverente e energética.

A presença musical reforça a estética pop da produção sem transformar o filme em um musical.

A música funciona principalmente como extensão do ritmo e da personalidade dos personagens.

Ambientação

A escola é praticamente um personagem de Bottoms.

Ela representa o universo social no qual PJ e Josie estão tentando encontrar seu espaço.

Existe uma hierarquia muito clara entre os estudantes, baseada em popularidade, aparência, relacionamentos e status.

O filme exagera essa estrutura justamente para ridicularizá-la.

As líderes de torcida estão no topo.

PJ e Josie estão em uma posição inferior.

O clube de luta começa como uma tentativa de alterar essa situação.

O mais interessante é observar como o poder muda de mãos conforme o clube cresce.

Temas de Bottoms

Apesar de ser essencialmente uma comédia, Bottoms trabalha com temas relevantes.

Entre eles estão:

O filme trata esses temas de maneira irreverente.

Não existe uma preocupação em transformar tudo em um grande discurso dramático.

A própria comédia é utilizada para questionar determinados comportamentos.

Bottoms é um filme LGBTQIA+?

Sim.

A história possui personagens queer no centro da narrativa e trabalha diretamente com relacionamentos entre garotas.

Entretanto, Bottoms evita transformar a orientação sexual das protagonistas em um problema dramático convencional.

PJ e Josie não são personagens que precisam passar boa parte do filme tentando descobrir se podem existir.

Elas simplesmente existem.

Seus problemas são outros: paixão, insegurança, popularidade, amizade e medo de rejeição.

Essa normalização é uma das características mais interessantes da produção.

Bottoms é baseado em fatos reais?

Não.

Bottoms não é baseado em uma história real.

A narrativa é uma obra de ficção criada por Emma Seligman e Rachel Sennott.

A história utiliza elementos reconhecíveis da vida escolar, mas os leva deliberadamente ao exagero.

O clube de luta, a reação da escola e várias das situações envolvendo as personagens fazem parte da proposta satírica do filme.

Bottoms é baseado em algum outro filme?

O conceito de clube de luta obviamente dialoga com uma longa tradição de filmes sobre violência, grupos secretos e atividades escolares.

Porém, Bottoms transforma essa premissa em uma comédia adolescente queer.

A produção também brinca com diversos clichês do cinema colegial, especialmente aqueles relacionados a líderes de torcida, alunos populares, romances e disputas de status.

Em vez de simplesmente repetir esses clichês, o filme os desmonta e reorganiza dentro de uma lógica absurda.

Contexto da produção

Bottoms nasceu da colaboração entre Emma Seligman e Rachel Sennott.

A dupla já havia trabalhado junta em Shiva Baby, e essa parceria ajudou a estabelecer uma linguagem cômica bastante particular.

Com Bottoms, a proposta ganhou uma escala maior.

A produção passou a trabalhar com um elenco mais numeroso, cenas de ação, sequências de luta e um universo escolar muito mais amplo.

O filme foi produzido pela Orion Pictures e pela Brownstone Productions.

Sua estreia aconteceu em 2023.

Curiosidades sobre Bottoms

Uma das características mais interessantes da produção é a presença de Marshawn Lynch no elenco como Mr. G.

O ex-jogador de futebol americano surpreende justamente porque sua participação não funciona apenas como uma aparição decorativa.

O personagem ajuda a alimentar o humor absurdo do filme.

Outro destaque é a presença de Ayo Edebiri, que posteriormente se consolidou ainda mais como um dos grandes nomes da nova geração de atores e comediantes.

O filme também marcou o longa-metragem de estreia de Ruby Cruz.

As gravações ocorreram em Nova Orleans, Louisiana, utilizando a região para construir o ambiente escolar fictício da história.

Prêmios e indicações

Bottoms teve uma trajetória bastante positiva no circuito de premiações.

O filme venceu o GLAAD Media Award de Melhor Filme em Lançamento Amplo.

Também recebeu reconhecimento em diferentes festivais e associações de críticos.

Entre as indicações, esteve na disputa pelo prêmio de Melhor Filme de Comédia no Critics Choice Awards.

Emma Seligman e Rachel Sennott foram indicadas ao Independent Spirit Awards pelo roteiro, enquanto Marshawn Lynch recebeu indicação na categoria de atuação revelação.

O filme também apareceu em diversas listas e premiações voltadas à comédia, ao cinema independente e à representação LGBTQIA+.

Recepção crítica

A recepção crítica de Bottoms foi majoritariamente positiva.

O filme chamou atenção principalmente por sua originalidade, pelo elenco e pela disposição de levar a comédia adolescente a territórios pouco convencionais.

A direção de Emma Seligman também foi bastante elogiada pela capacidade de controlar um roteiro deliberadamente caótico.

Ao mesmo tempo, nem todos os elementos funcionam para todos os espectadores.

A intensidade das piadas, o humor sexual, a violência exagerada e as mudanças bruscas de tom podem causar estranhamento.

É justamente essa personalidade forte que faz o filme se destacar, mas também limita seu apelo para quem prefere comédias mais tradicionais.

Pontos fortes de Bottoms

Entre os principais pontos positivos estão:

1. Rachel Sennott e Ayo Edebiri

A química entre as protagonistas é o coração da produção.

2. Roteiro original

A ideia do clube de luta criado por duas adolescentes para conquistar líderes de torcida é simples, absurda e muito eficiente.

3. Direção com personalidade

Emma Seligman não tenta suavizar a proposta. O filme sabe exatamente que tipo de comédia pretende ser.

4. Elenco

O elenco combina atores experientes e novos talentos, criando um conjunto bastante carismático.

5. Representação LGBTQIA+

A história apresenta personagens queer sem transformar sua existência em um problema narrativo obrigatório.

6. Ritmo

A duração relativamente curta ajuda a manter a energia da produção.

Pontos fracos de Bottoms

Nem tudo funciona perfeitamente.

O principal problema está justamente no excesso.

Em determinados momentos, o filme parece disputar consigo mesmo para descobrir qual situação pode ser mais absurda.

Isso pode produzir uma experiência extremamente divertida para alguns espectadores, mas cansativa para outros.

Além disso, alguns personagens secundários são mais arquétipos do que indivíduos profundamente desenvolvidos.

Isso não necessariamente prejudica uma comédia desse tipo, mas limita a dimensão dramática da história.

O final de Bottoms explicado

A partir daqui, a análise contém spoilers importantes.

PJ e Josie passam boa parte do filme tentando controlar uma mentira que criaram para alcançar objetivos pessoais.

O clube de luta, inicialmente inventado como uma ferramenta de sedução, acaba assumindo uma função diferente.

As participantes começam a confiar umas nas outras.

O grupo desenvolve uma identidade própria.

O problema é que PJ continua tentando utilizar a situação para alcançar seus objetivos pessoais, e isso acaba colocando a amizade e o próprio clube em risco.

A tensão cresce quando as consequências das mentiras começam a aparecer.

A situação atinge seu ponto máximo quando as garotas percebem que precisam deixar de lado a fantasia criada por PJ e Josie e enfrentar as consequências reais de tudo o que fizeram.

O significado do final de Bottoms

O final representa principalmente a necessidade de abandonar a busca desesperada por validação.

PJ começa a história querendo ser desejada.

Ela acredita que conquistar uma garota popular resolveria sua insegurança e provaria que ela também possui valor.

O problema é que essa necessidade de aprovação faz com que ela manipule pessoas e coloque a própria amizade em risco.

Ao longo da história, fica evidente que o verdadeiro problema não é simplesmente conquistar alguém.

É a maneira como PJ enxerga a si mesma.

O clube de luta, portanto, acaba tendo uma função inesperada.

Aquilo que começou como uma mentira egoísta transforma-se em uma comunidade real.

As garotas encontram confiança umas nas outras.

O grupo passa a representar algo muito maior do que o objetivo original de suas fundadoras.

Essa transformação é uma das ideias mais interessantes do filme.

Bottoms tem final feliz?

De certa maneira, sim.

O encerramento não transforma magicamente todos os problemas das personagens em soluções perfeitas.

O que muda é a compreensão delas sobre amizade, responsabilidade e autoestima.

A história termina reforçando a ideia de que pertencimento não precisa ser conquistado através da popularidade.

As protagonistas começam o filme querendo ser aceitas pelas garotas consideradas mais importantes da escola.

No final, elas descobrem que podem construir seu próprio espaço.

Vale a pena assistir a Bottoms?

Sim, especialmente para quem gosta de comédias adolescentes diferentes do padrão.

Onde Assistir Bottoms? é uma busca que faz sentido para quem procura uma produção com bastante personalidade, humor ácido e personagens queer no centro da história.

O filme não é indicado para quem procura uma comédia romântica convencional ou uma representação realista da vida escolar.

Sua proposta é justamente o exagero.

É uma comédia violenta, sexual, absurda e frequentemente caótica.

Mas existe uma ideia emocional por trás de toda essa loucura.

No fundo, Bottoms fala sobre duas garotas que querem desesperadamente ser desejadas e acabam descobrindo que amizade, identidade e pertencimento são muito mais importantes do que o status social que imaginavam desejar.

Para quem Bottoms é recomendado?

O filme é especialmente recomendado para quem gosta de:

Por outro lado, quem não gosta de humor sexual, violência caricatural ou situações propositalmente exageradas pode ter dificuldade para entrar no clima da produção.

Classificação indicativa de Bottoms

A classificação pode variar conforme o serviço e o território.

No Brasil, versões digitais do filme apresentam classificação na faixa de 16 anos, associada a elementos como conteúdo sexual, violência e linguagem imprópria.

O filme também apresenta consumo de drogas e outras situações adultas.

Portanto, não se trata de uma comédia infantil ou indicada para crianças.

Ficha técnica de Bottoms

InformaçãoDetalhes
Título brasileiroBottoms
Título originalBottoms
Ano2023
PaísEstados Unidos
DireçãoEmma Seligman
RoteiroEmma Seligman e Rachel Sennott
GêneroComédia, sátira, comédia adolescente, LGBTQIA+
DuraçãoAproximadamente 1h31min
Idioma originalInglês
FotografiaMaria Rusche
MontagemHanna Park
Trilha sonoraLeo Birenberg
Música adicionalCharli XCX e outros artistas
ProduçãoBrownstone Productions e Orion Pictures
DistribuiçãoOrion Pictures
ProtagonistasRachel Sennott, Ayo Edebiri e Ruby Cruz
Classificação indicativa16 anos
Local de filmagemNova Orleans, Louisiana
Lançamento2023

Bottoms é melhor do que parece?

Para quem olha apenas para a premissa, pode parecer uma comédia adolescente criada exclusivamente para provocar.

Mas existe mais conteúdo por trás da loucura.

O filme utiliza o exagero para falar sobre insegurança, desejo, amizade, sexualidade e necessidade de aprovação.

Sua grande sacada é não tratar esses temas com solenidade.

Em vez disso, transforma tudo em uma enorme confusão adolescente.

É justamente essa combinação de inteligência e absurdo que faz Bottoms funcionar.

Por que Bottoms se tornou tão comentado?

O filme chegou em um momento no qual o público demonstrava interesse renovado por comédias adolescentes que não seguissem exclusivamente a fórmula tradicional.

Ao colocar duas protagonistas queer no centro da história e dar a elas personalidades extremamente imperfeitas, Bottoms encontrou uma maneira própria de trabalhar o gênero.

Rachel Sennott e Ayo Edebiri também ajudaram a impulsionar a repercussão.

As duas possuem estilos de comédia muito particulares e conseguem transformar diálogos absurdos em momentos memoráveis.

Bottoms merece uma continuação?

A história funciona bem como um filme fechado.

PJ e Josie passam por uma transformação suficientemente completa para que uma sequência não seja necessária.

Ainda assim, o universo apresentado permitiria novas histórias.

O clube de luta, as personagens secundárias e a própria escola poderiam render outras situações.

O problema seria manter o fator surpresa.

Parte da graça de Bottoms está justamente em descobrir até onde a história consegue levar sua premissa inicial.

Uma continuação precisaria encontrar uma nova ideia tão forte quanto a original.

Nota de Bottoms

Bottoms é uma comédia extremamente específica.

Ela não tenta agradar todo mundo e não tem medo de exagerar.

A química entre Rachel Sennott e Ayo Edebiri é excelente, o roteiro possui identidade e Emma Seligman demonstra uma visão autoral bastante clara.

Algumas piadas passam do ponto e determinados momentos podem parecer caóticos demais, mas isso também faz parte da personalidade da produção.

⭐⭐⭐⭐⭐ 4,5 de 5 estrelas

O bonequinho de Bottoms

O bonequinho de Bottoms entra na sessão completamente desconfiado, olha para o clube de luta, vê duas adolescentes tentando transformar uma mentira em revolução escolar e decide ficar.

Depois de alguns minutos, ele já está rindo.

Na metade do filme, está assustado com a quantidade de pancadaria.

Perto do final, está emocionado com a amizade das protagonistas.

E, quando sobem os créditos, ele sai da sala meio machucado, meio confuso e muito satisfeito por ter comprado ingresso para a sessão mais caótica da escola.

Afinal, Onde Assistir Bottoms?

Para quem chegou até aqui procurando Onde Assistir Bottoms?, a principal resposta atualmente no Brasil é o MGM+, inclusive por meio do canal adicional oferecido no Prime Video. O filme também possui presença no catálogo digital do Apple TV, enquanto a Netflix não disponibiliza atualmente o título no Brasil.

Com uma história absurda, elenco talentoso, direção autoral e uma combinação pouco comum de romance, humor, violência e representatividade LGBTQIA+, Bottoms continua sendo uma das comédias adolescentes mais peculiares de sua geração.

Se a ideia é encontrar um filme convencional sobre escola, romance e popularidade, talvez ele não seja a escolha mais óbvia.

Mas se a procura é por uma comédia original, exagerada, irreverente e completamente sem medo de ser estranha, Bottoms merece uma oportunidade.