Onde Assistir Wicked: Parte 1? Veja onde assistir ao filme no Brasil, história, elenco e final explicado
Onde Assistir Wicked: Parte 1? Essa é uma das perguntas mais procuradas por quem se encantou com a história de Elphaba e Glinda e quer rever a primeira parte da aventura musical ambientada na Terra de Oz. Lançado em 2024, Wicked transforma um dos musicais mais famosos da Broadway em uma superprodução cinematográfica repleta de fantasia, música, romance, humor e drama.
A resposta mais direta para Onde Assistir Wicked: Parte 1? é: atualmente, no Brasil, o filme pode ser encontrado em serviços digitais para aluguel ou compra, com disponibilidade que pode variar conforme a plataforma e o período. Entre as opções identificadas estão Prime Video, Apple TV, Claro Video e Vivo Play, enquanto a Netflix não disponibiliza o longa no catálogo brasileiro no momento.
Mas Wicked é muito mais do que uma adaptação musical. O filme apresenta uma nova perspectiva sobre personagens conhecidos de O Mágico de Oz, colocando Elphaba no centro da narrativa e mostrando que a chamada Bruxa Má do Oeste talvez esteja longe de ser a vilã que a história tradicional fez o público acreditar.
Neste artigo, além de descobrir Onde Assistir Wicked: Parte 1?, você encontrará a sinopse, ficha técnica, análise do roteiro, atuações, músicas, fotografia, direção, curiosidades, prêmios, recepção, explicação do final e uma avaliação completa da produção.
Onde Assistir Wicked: Parte 1?
Para quem chegou à página procurando especificamente Onde Assistir Wicked: Parte 1?, a situação no Brasil em setembro de 2026 é a seguinte:
| Plataforma | Disponibilidade no Brasil | Modalidade | Preço |
|---|---|---|---|
| Prime Video | Disponível | Aluguel ou compra | Aluguel a partir de R$ 9,90; compra a partir de R$ 29,90 |
| Apple TV | Disponível | Aluguel ou compra | Preço pode variar |
| Claro Video | Disponibilidade digital | Aluguel | Preço pode variar |
| Vivo Play | Disponibilidade digital | Aluguel ou compra | Preço pode variar |
| Netflix | Não disponível no catálogo brasileiro | — | — |
| Streaming gratuito | Não confirmado | — | — |
Os preços de aluguel e compra podem mudar conforme a plataforma, a qualidade escolhida e eventuais promoções. Por isso, quem busca Onde Assistir Wicked: Parte 1? deve conferir o valor apresentado no momento da contratação.
Também é importante diferenciar Wicked de outras produções com títulos semelhantes. O filme de 2024 estrelado por Cynthia Erivo e Ariana Grande é a adaptação cinematográfica do musical da Broadway e corresponde à primeira parte da história planejada para o cinema.
Wicked: Parte 1 é sobre o quê?
Wicked acompanha Elphaba, uma jovem que nasceu com a pele verde e cresceu enfrentando preconceito, estranhamento e rejeição. Apesar de possuir uma inteligência excepcional e poderes mágicos ainda pouco compreendidos, ela está longe de se encaixar no padrão de heroína tradicional.
Sua vida muda quando ela começa a estudar na Universidade de Shiz, uma das instituições mais importantes da Terra de Oz.
É nesse ambiente que Elphaba conhece Galinda, posteriormente conhecida como Glinda. As duas são praticamente opostas.
Elphaba é reservada, determinada, inteligente e desconfiada das aparências. Galinda é popular, vaidosa, carismática e extremamente preocupada com a própria imagem.
Inicialmente, a convivência entre as duas parece impossível. A rivalidade, entretanto, gradualmente dá lugar a uma amizade inesperada.
É justamente essa relação que se torna o coração de Wicked.
Enquanto Elphaba começa a descobrir suas habilidades mágicas, Galinda aprende que popularidade e bondade não são necessariamente a mesma coisa. Paralelamente, as duas passam a perceber que Oz não é o reino perfeito que aparenta ser.
A história de Wicked: Parte 1
A narrativa acontece antes dos acontecimentos tradicionalmente associados a Dorothy, ao Homem de Lata, ao Espantalho, ao Leão Covarde e à famosa Bruxa Má do Oeste.
O filme apresenta uma versão alternativa dos acontecimentos que transformaram Elphaba em uma figura temida.
Na Universidade de Shiz, Elphaba é inicialmente tratada como uma pessoa estranha. Sua aparência faz com que seja julgada antes mesmo de suas qualidades serem conhecidas.
Sua irmã, Nessarose, também exerce papel importante em sua vida, principalmente por causa da relação de proteção e responsabilidade que Elphaba mantém com ela.
Quando Elphaba demonstra habilidades mágicas extraordinárias, Madame Morrible percebe seu potencial e passa a orientá-la.
Ao mesmo tempo, Galinda tenta conquistar espaço e reconhecimento entre os estudantes. Sua personalidade expansiva faz com que rapidamente se torne uma das figuras mais populares da universidade.
A entrada de Fiyero também altera a dinâmica entre os personagens. Jovem, bonito e aparentemente despreocupado, ele inicialmente representa exatamente o tipo de pessoa que parece viver de acordo com as regras sociais de Oz sem questioná-las.
A história ganha uma dimensão mais política quando Elphaba começa a perceber que existe algo profundamente errado no modo como determinados habitantes de Oz estão sendo tratados.
A partir desse momento, o filme deixa de ser apenas uma fantasia sobre amizade e magia.
Ele passa a discutir poder, propaganda, preconceito e manipulação.
Quem são Elphaba e Glinda?
Elphaba e Glinda representam duas maneiras completamente diferentes de enxergar o mundo.
Elphaba acredita que fazer a coisa certa é mais importante do que ser aceita. Ela não consegue simplesmente ignorar uma injustiça para preservar sua posição social.
Glinda, por outro lado, inicialmente está muito mais preocupada com popularidade, aparência e reconhecimento.
O interessante é que nenhuma das duas permanece exatamente igual durante a história.
Elphaba aprende a lidar com sentimentos como amor, amizade e vulnerabilidade. Glinda começa a perceber que ser considerada boa pelas pessoas não significa necessariamente agir de maneira verdadeiramente justa.
A amizade das duas funciona, portanto, como uma espécie de espelho.
Uma transforma a outra.
Análise do roteiro de Wicked
O roteiro de Wicked é um dos principais responsáveis pelo funcionamento do filme.
Adaptar um musical teatral para o cinema poderia resultar simplesmente em uma reprodução filmada do espetáculo. A produção, porém, procura expandir o universo de Oz e transformar os números musicais em acontecimentos cinematográficos.
O roteiro foi escrito por Winnie Holzman e Dana Fox e adapta a primeira parte da estrutura narrativa do musical criado por Stephen Schwartz e Winnie Holzman.
A história trabalha simultaneamente em várias camadas.
Na superfície, existe uma fantasia musical sobre duas jovens que se conhecem em uma universidade mágica.
Em uma camada mais profunda, existe uma história sobre preconceito e formação de identidade.
E, em outra, existe uma discussão sobre como governos e instituições podem construir narrativas para transformar determinadas pessoas em inimigos públicos.
Essa última camada é particularmente importante para compreender por que Elphaba acaba sendo chamada de Bruxa Má.
O filme questiona a ideia de que uma pessoa pode ser definida simplesmente pelo rótulo que recebe.
A grande força do roteiro: transformar a vilã em protagonista
A maior ideia de Wicked está justamente em inverter uma narrativa conhecida.
Na história tradicional de Oz, a Bruxa Má do Oeste é apresentada como uma ameaça.
Em Wicked, o público conhece a pessoa antes do mito.
Essa escolha muda completamente a percepção do espectador.
Elphaba não nasce como uma vilã. Ela se torna uma figura considerada perigosa porque entra em conflito com estruturas de poder e se recusa a aceitar determinadas injustiças.
O filme, portanto, não pergunta apenas se Elphaba é boa ou má.
A pergunta mais interessante é:
Quem decide quem é bom e quem é mau?
A atuação de Cynthia Erivo
Cynthia Erivo entrega uma interpretação extremamente poderosa como Elphaba.
A atriz precisa equilibrar diversos aspectos da personagem: inteligência, insegurança, raiva, humor, vulnerabilidade, amor e determinação.
Ela também precisa sustentar alguns dos momentos musicais mais difíceis do filme.
A atuação funciona especialmente bem porque Erivo não interpreta Elphaba como uma personagem permanentemente amarga.
Existe humanidade por trás da postura defensiva.
A personagem está acostumada a ser julgada e, por isso, frequentemente espera o pior das pessoas.
Quando encontra alguém capaz de enxergá-la de maneira diferente, sua personalidade começa a mudar.
Ariana Grande como Glinda
Ariana Grande surpreende ao interpretar Glinda.
O papel poderia facilmente cair em uma caricatura da garota popular e superficial. Porém, a atriz consegue introduzir pequenas mudanças na personagem que revelam sua complexidade.
Glinda é engraçada, exagerada e muitas vezes fútil, mas não é simplesmente uma pessoa má.
Ela deseja aprovação porque aprendeu a associar aceitação social a valor pessoal.
Essa característica faz com que sua relação com Elphaba seja ainda mais interessante.
Enquanto Elphaba precisa aprender a ser aceita por quem é, Glinda precisa aprender a descobrir quem é quando deixa de depender da aprovação dos outros.
Jonathan Bailey como Fiyero
Jonathan Bailey interpreta Fiyero com uma combinação de charme e vulnerabilidade.
Inicialmente, o personagem parece funcionar como o típico príncipe encantador.
Com o avanço da história, porém, fica claro que Fiyero também está preso às expectativas impostas por Oz.
Sua relação com Elphaba ganha força justamente porque ele começa a enxergar nela algo que os demais personagens não conseguem perceber.
Michelle Yeoh como Madame Morrible
Michelle Yeoh traz autoridade para Madame Morrible.
A personagem possui uma presença elegante e inicialmente parece representar uma figura de mentora.
Mas Wicked utiliza essa aparência de confiança para construir uma personagem cuja verdadeira função na história se torna cada vez mais importante.
Jeff Goldblum como o Mágico
Jeff Goldblum interpreta o Mágico de Oz com seu estilo característico.
O personagem possui carisma, humor e uma aura de autoridade.
Porém, conforme a narrativa avança, o filme começa a questionar o que existe por trás dessa imagem.
O Mágico representa justamente a diferença entre parecer poderoso e realmente possuir legitimidade.
A direção de Jon M. Chu
Jon M. Chu enfrenta um desafio considerável: transformar um musical extremamente conhecido em um espetáculo cinematográfico sem perder sua identidade.
A direção aposta em escala.
Shiz parece gigantesca. Oz é apresentado como um mundo cheio de detalhes. Os números musicais possuem movimento, profundidade e elementos visuais que seriam difíceis de reproduzir em um palco tradicional.
Ao mesmo tempo, Chu não abandona completamente a intimidade.
Os melhores momentos do filme não dependem necessariamente de grandes efeitos.
Muitas vezes, o que sustenta a narrativa é simplesmente a relação entre Elphaba e Glinda.
A fotografia de Wicked
A fotografia de Alice Brooks é um dos grandes destaques da produção.
O filme apresenta uma Terra de Oz visualmente rica, utilizando diferentes cores e texturas para estabelecer atmosferas distintas.
A fotografia ajuda a separar os ambientes e também acompanha a transformação dos personagens.
Shiz possui uma aparência grandiosa e fantástica, enquanto outros ambientes possuem características mais sombrias ou naturais.
A iluminação também é importante nos momentos musicais.
Em vez de simplesmente registrar os atores cantando, a câmera participa da construção emocional das sequências.
A direção de arte e os cenários
Um dos maiores méritos de Wicked está na construção física do universo.
A produção investe em cenários que procuram transmitir a sensação de que Oz é um lugar real.
Esse cuidado faz diferença.
Em uma história tão fantástica, seria fácil criar um mundo excessivamente artificial. O filme tenta equilibrar fantasia e materialidade.
A cidade, a universidade, os ambientes naturais e os espaços ligados ao Mágico possuem identidades próprias.
O resultado é uma Terra de Oz que parece ter história antes mesmo de o espectador conhecer seus personagens.
Os figurinos
Os figurinos possuem função narrativa.
Glinda aparece frequentemente associada a roupas que reforçam sua personalidade pública, elegante e exuberante.
Elphaba, por sua vez, apresenta uma evolução visual que acompanha sua transformação.
O trabalho de figurino foi reconhecido internacionalmente e conquistou o Oscar de Melhor Figurino em 2025.
Esse prêmio é particularmente significativo porque os figurinos não funcionam apenas como decoração.
Eles ajudam a contar a história.
A montagem
A montagem de Myron Kerstein precisa administrar uma quantidade enorme de elementos.
O filme tem aproximadamente duas horas e quarenta minutos e combina diálogos, desenvolvimento de personagens, cenas de fantasia e grandes números musicais.
Mesmo com essa duração, a narrativa consegue manter uma progressão relativamente clara.
A edição ganha importância especial nas sequências musicais, em que o ritmo precisa acompanhar tanto a coreografia quanto a evolução emocional dos personagens.
A trilha sonora de Wicked
A música é, naturalmente, um dos pilares da produção.
As canções do musical original continuam sendo o centro da experiência, incluindo números como “Popular”, “The Wizard and I”, “What Is This Feeling?”, “One Short Day” e “Defying Gravity”.
A trilha adicional possui participação de John Powell e Stephen Schwartz.
O resultado combina a identidade sonora do espetáculo com uma abordagem mais cinematográfica.
Entre todas as músicas, “Defying Gravity” ocupa uma posição especial.
Ela não funciona apenas como uma canção.
É o ponto de transformação de Elphaba.
A música representa a decisão de abandonar aquilo que os outros esperam dela e assumir as consequências de seguir seu próprio caminho.
Por que Defying Gravity é tão importante?
“Defying Gravity” resume boa parte da mensagem de Wicked.
Elphaba passa boa parte da primeira metade da história tentando descobrir qual é seu lugar no mundo.
No momento em que percebe que não pode simplesmente aceitar as regras impostas pelas autoridades de Oz, ela toma uma decisão.
A gravidade, nesse contexto, pode ser entendida tanto literalmente quanto metaforicamente.
Ela representa tudo aquilo que tenta manter Elphaba no lugar determinado pelos outros.
Ao desafiar essa força, a personagem também desafia a narrativa que foi criada sobre ela.
Wicked é baseado em fatos reais?
Não.
Wicked é uma obra de fantasia e não é baseado em acontecimentos reais.
Entretanto, a história utiliza conflitos e temas reconhecíveis no mundo real, como preconceito, discriminação, propaganda, perseguição política, manipulação da opinião pública e exclusão social.
É justamente essa relação com problemas reais que permite que uma história ambientada em uma terra mágica tenha significado além da fantasia.
Wicked é baseado em um livro?
Sim.
A história de Wicked nasceu originalmente do romance de Gregory Maguire, publicado em 1995.
O livro reimagina o universo criado por L. Frank Baum e apresenta uma interpretação diferente da Bruxa Má do Oeste.
Posteriormente, a história foi transformada em musical, com música e letras de Stephen Schwartz e texto de Winnie Holzman.
O filme de 2024 adapta principalmente a primeira parte do musical teatral, expandindo alguns elementos para o formato cinematográfico.
Wicked: Parte 1 e O Mágico de Oz
Um dos aspectos mais divertidos do filme é observar como ele dialoga com a história clássica.
O espectador que conhece O Mágico de Oz percebe várias conexões, referências e acontecimentos que ganham novos significados.
Personagens tradicionalmente vistos de uma determinada maneira passam a ser observados por outro ângulo.
A grande sacada é que Wicked não precisa simplesmente recontar a história conhecida.
Ele mostra que uma mesma situação pode parecer completamente diferente dependendo de quem está contando.
O filme funciona para quem não conhece o musical?
Sim.
Embora fãs do espetáculo encontrem inúmeras referências e detalhes familiares, o longa foi estruturado para funcionar também para quem nunca assistiu ao musical.
A apresentação dos personagens é relativamente gradual.
O espectador entende quem é Elphaba, quem é Glinda, como funciona Shiz e quais são as principais forças de Oz sem precisar conhecer previamente a história.
Ao mesmo tempo, quem já conhece o musical pode perceber escolhas específicas de adaptação e expansão.
Pontos fortes de Wicked
Entre os principais pontos positivos estão:
- Cynthia Erivo em uma atuação intensa;
- Ariana Grande surpreendentemente eficiente como Glinda;
- química entre as protagonistas;
- números musicais grandiosos;
- fotografia sofisticada;
- cenários extremamente detalhados;
- figurinos elaborados;
- excelente direção de arte;
- construção de mundo convincente;
- temas que ultrapassam a fantasia;
- ótima utilização das músicas originais;
- uma conclusão emocionalmente forte.
Pontos fracos de Wicked
O filme também possui algumas limitações.
A primeira é sua duração.
São aproximadamente duas horas e quarenta minutos, o que pode ser cansativo para espectadores que não gostam de musicais longos.
Outro ponto é que a história deliberadamente não termina de maneira tradicional.
Como se trata da primeira metade da narrativa, várias questões ficam abertas.
Para quem espera uma história completamente fechada, isso pode ser frustrante.
Também existe uma certa dependência do conhecimento prévio do universo de Oz em alguns momentos.
Não chega a impedir a compreensão, mas algumas referências ganham mais força para quem já conhece a obra original.
Wicked é um bom filme?
Sim.
Wicked é uma adaptação cinematográfica ambiciosa que consegue preservar boa parte da força do musical enquanto aproveita as possibilidades do cinema.
O maior mérito está em entender que a história não depende apenas de efeitos visuais ou músicas famosas.
No centro de tudo está uma amizade.
Elphaba e Glinda são personagens diferentes, e justamente por isso a relação entre elas funciona.
A produção também consegue transformar uma fantasia aparentemente simples em uma discussão sobre identidade, preconceito e poder.
Prêmios e indicações
Wicked teve uma trajetória expressiva durante a temporada de premiações.
No Oscar de 2025, o filme recebeu 10 indicações, incluindo Melhor Filme, Melhor Atriz para Cynthia Erivo e Melhor Atriz Coadjuvante para Ariana Grande.
A produção venceu duas categorias:
Melhor Figurino, para Paul Tazewell, e Melhor Design de Produção, para Nathan Crowley e Lee Sandales.
Também recebeu indicações em categorias como montagem, maquiagem e penteados, trilha sonora original, som e efeitos visuais.
A presença de Wicked entre os indicados a Melhor Filme confirmou que a produção foi muito além de uma simples adaptação comercial de um musical popular.
Recepção crítica
A recepção crítica foi majoritariamente positiva.
Os maiores elogios se concentraram nas atuações de Cynthia Erivo e Ariana Grande, na qualidade visual, nos números musicais, no design de produção e na capacidade de transportar a grandiosidade do espetáculo teatral para o cinema.
Algumas críticas apontaram que a longa duração e a divisão da história em duas partes podem prejudicar o ritmo.
Essa é uma questão especialmente relevante para quem não está acostumado com musicais.
Ainda assim, o consenso geral foi de que Wicked é uma produção tecnicamente impressionante e emocionalmente eficaz.
O final de Wicked: Parte 1 explicado
A partir daqui, começam os spoilers.
Elphaba percebe que Oz não é aquilo que parece
Ao longo do filme, Elphaba descobre que os problemas enfrentados pelos animais de Oz não são simplesmente acontecimentos aleatórios.
Existe uma estrutura de poder interessada em silenciar determinados grupos e controlar a narrativa pública.
Essa descoberta faz com que ela perceba que sua magia pode ser usada para muito mais do que conseguir reconhecimento.
Ela precisa decidir se vai utilizar seus poderes para agradar às autoridades ou se vai agir de acordo com aquilo que acredita ser correto.
A grande ruptura
O conflito chega ao ponto máximo quando Elphaba percebe que não poderá continuar trabalhando dentro do sistema.
Ela é convidada a participar de uma estrutura que poderia lhe proporcionar prestígio, reconhecimento e uma posição privilegiada.
Mas aceitar significaria abrir mão de seus princípios.
Elphaba escolhe outro caminho.
É nesse momento que sua imagem pública começa a ser transformada.
Ela deixa de ser apresentada como uma jovem talentosa e passa a ser tratada como uma ameaça.
Por que Elphaba vira a Bruxa Má?
A resposta é justamente o centro temático do filme.
Elphaba não se transforma magicamente em uma pessoa má.
Ela é rotulada como má.
A estrutura de poder de Oz precisa de um inimigo.
Quando Elphaba se recusa a colaborar, sua imagem é reconstruída diante da população.
O público passa a enxergá-la como perigosa.
Esse processo mostra como propaganda e medo podem transformar uma pessoa em símbolo de ameaça.
E Glinda?
Glinda segue um caminho completamente diferente.
Enquanto Elphaba é associada à imagem de vilã, Glinda percebe que pode ocupar o espaço de figura pública admirada.
Ela permanece ligada ao sistema de poder, embora sua relação com Elphaba seja muito mais complexa do que a oposição entre “boa” e “má” sugere.
Essa é uma das maiores ironias de Wicked.
A pessoa chamada de boa não necessariamente é completamente boa.
E a pessoa chamada de má não necessariamente é má.
O significado de Defying Gravity no final
A sequência final representa a emancipação de Elphaba.
Ela percebe que não precisa mais viver tentando convencer todos de que é uma boa pessoa.
Se o mundo decidiu rejeitá-la, ela seguirá mesmo assim.
A música representa liberdade, identidade e resistência.
É também o momento em que a personagem deixa de tentar se encaixar.
Ela aceita que seu caminho será diferente.
O final não é apenas um espetáculo musical.
É a conclusão emocional de toda a primeira etapa da transformação de Elphaba.
O que o final significa?
O final de Wicked: Parte 1 pode ser interpretado como uma crítica à necessidade de aprovação social.
Elphaba começa a história desejando, em alguma medida, ser aceita.
Ela termina a primeira parte entendendo que talvez nunca consiga essa aceitação.
E isso não significa necessariamente fracasso.
Pelo contrário.
Sua decisão representa a escolha de viver de acordo com seus próprios princípios.
Glinda, por outro lado, conquista aquilo que Elphaba perde: popularidade, aceitação e reconhecimento.
Mas o filme deixa claro que essa vitória possui um preço.
A divisão entre as duas personagens estabelece o caminho para a segunda parte da história.
Curiosidades sobre Wicked
Uma das características mais interessantes da produção é o cuidado em manter elementos reconhecíveis do musical enquanto amplia o universo para o cinema.
A produção também reúne nomes importantes do teatro musical e do cinema.
Idina Menzel e Kristin Chenoweth, intérpretes originais de Elphaba e Glinda na Broadway, fazem participações especiais no filme.
Outro destaque é a presença de Peter Dinklage na voz do Doutor Dillamond.
O elenco ainda conta com Michelle Yeoh, Jeff Goldblum, Jonathan Bailey, Ethan Slater, Bowen Yang e Marissa Bode.
A produção cinematográfica também foi planejada desde o início como uma história dividida em duas partes, permitindo que o primeiro filme desenvolvesse com mais espaço a relação entre Elphaba e Glinda.
Ficha técnica de Wicked: Parte 1
| Informação | Detalhes |
|---|---|
| Título brasileiro | Wicked: Parte 1 |
| Título original | Wicked |
| Ano | 2024 |
| País | Estados Unidos |
| Direção | Jon M. Chu |
| Roteiro | Winnie Holzman e Dana Fox |
| Base | Musical de Stephen Schwartz e Winnie Holzman |
| Origem | Romance de Gregory Maguire |
| Gênero | Fantasia, musical, aventura e drama |
| Duração | Aproximadamente 2h40 |
| Fotografia | Alice Brooks |
| Montagem | Myron Kerstein |
| Música | John Powell e Stephen Schwartz |
| Produção | Marc Platt, David Stone e equipe |
| Estúdio | Universal Pictures |
| Distribuição | Universal Pictures |
| Elphaba | Cynthia Erivo |
| Glinda | Ariana Grande |
| Fiyero | Jonathan Bailey |
| Madame Morrible | Michelle Yeoh |
| Mágico de Oz | Jeff Goldblum |
| Boq | Ethan Slater |
| Nessarose | Marissa Bode |
| Doutor Dillamond | Peter Dinklage |
| Classificação indicativa no Brasil | Não recomendado para menores de 10 anos |
Para quem Wicked é recomendado?
Wicked é especialmente recomendado para quem gosta de:
- musicais;
- fantasia;
- histórias de amizade;
- universos mágicos;
- adaptações da Broadway;
- histórias de personagens incompreendidos;
- narrativas sobre preconceito;
- filmes com grandes números musicais;
- histórias relacionadas a Oz;
- romances com elementos de aventura.
Também é uma boa escolha para quem gosta de produções visualmente grandiosas.
Por outro lado, quem não gosta de musicais ou prefere histórias mais curtas pode considerar a duração e a quantidade de músicas um obstáculo.
Vale a pena assistir Wicked?
Sim, principalmente para quem aprecia fantasia e musicais.
A produção consegue equilibrar espetáculo e emoção e oferece uma nova perspectiva para um universo cinematográfico conhecido há décadas.
O relacionamento entre Elphaba e Glinda é o grande motor emocional da história, enquanto o conflito político dá à narrativa uma camada mais madura.
Mesmo sendo uma fantasia, Wicked fala sobre algo bastante real: a facilidade com que sociedades podem transformar diferenças em motivo para exclusão.
Onde Assistir Wicked: Parte 1? Resposta definitiva
Para quem ainda está procurando Onde Assistir Wicked: Parte 1?, a alternativa mais simples atualmente é recorrer às opções digitais disponíveis no Brasil.
O filme pode ser encontrado para aluguel ou compra em serviços como Prime Video e Apple TV, enquanto outras plataformas digitais podem oferecer o título conforme seus catálogos e acordos de distribuição.
A Netflix, por sua vez, não apresenta Wicked no catálogo brasileiro neste momento.
Os preços podem sofrer alterações, portanto é importante verificar o valor exibido pela plataforma antes de realizar a locação ou compra.
O bonequinho de Wicked: Parte 1
🧍♀️✨ O bonequinho está de pé, emocionado e olhando para o céu
O bonequinho de Wicked: Parte 1 começa sentado, esperando apenas mais um musical de fantasia.
Pouco depois, já está completamente envolvido pela amizade entre Elphaba e Glinda.
Na metade do filme, ele está sorrindo com as cenas de humor.
Quando a história fica mais sombria, o bonequinho fica sério.
E no grande momento musical final, ele simplesmente levanta, abre os braços e fica olhando para cima como se tivesse acabado de descobrir que também pode desafiar a gravidade.
Não está dormindo.
Não está entediado.
Está definitivamente emocionado e empolgado, embora saiba que ainda falta metade da história.
Nota final
⭐⭐⭐⭐⭐ 4,5 de 5 estrelas
Wicked: Parte 1 é uma adaptação musical grandiosa, visualmente impressionante e emocionalmente eficiente. Cynthia Erivo e Ariana Grande formam uma dupla central muito forte, enquanto Jon M. Chu transforma a história em um espetáculo cinematográfico que consegue respeitar a tradição da Broadway sem simplesmente reproduzi-la.
O filme pode ser longo e deixa deliberadamente a história incompleta, mas essa escolha faz parte de sua estrutura. No fim, o que permanece é uma interpretação fascinante sobre amizade, identidade, preconceito e sobre como uma pessoa pode ser transformada em vilã simplesmente porque decidiu não seguir as regras impostas por quem está no poder.
E essa é a grande resposta que Wicked oferece para a pergunta que atravessa toda a história: talvez nem sempre a pessoa chamada de má seja realmente a vilã.
